
Meu peito explodiu e o corpo se afrouxou ao ver o reflexo de teu semblante. Era tanto brilho e luz. Sua forma me fez ter ansiedade, alegria, vontade, desejo. Como descrever a emoção que me remete aos períodos de infância, sentindo-me desprotegido, mas com imensa alegria que extravasa em calor, parecendo que o coração vai saltar pela boca. Falta-me o ar. Ao me aproximar deste corpo, já descontrolado, fui preso pelo teu perfume. Não era intenso, era hipnotizador. Não resisto, quero te degustar. Tive receio do que estaria por vir, mas jamais vou desistir. Parece intocável com tanta exuberância. Sorte de quem a teve, desespero e ansiedade de quem a terá. Quando meu paladar adentrou, já estava rendido, seduzido, tinha renegado a minha fraqueza. Olhos, nariz, boca, pulmão, fígado já se perdem nas sensações... Coração vaza em tanta emoção. Tua aparência angelical, às vezes maturada em alguma barrica, se transforma em indomada e flagrante experiência. Frágil somente meu corpo. Como descrever o nirvana que gerou em meu ser? Tu não és só a rainha, és a performance da criação. Seu equilíbrio é magnetizante, harmonizando por completo as minhas sensações. Sua persistência ficará no paladar, mente, no pensar. Os perlages que brotam em meu interior têm um nome, chardonnay.
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