terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A sedução


Quando a sedução acaba, vemos o ridículo exposto. Acaba mistério, brilho, surpresa o bouquet de sensações. Vemos em pele viva os esquemas da sedução. Observamos o quanto frágeis fomos pelo amor. Agora só nos resta a indiferença. A procura de outro amor. Fragilidade existe no amor não por incapacidade, sim por sedução. Sedução não se permite é imposta. Penetra pelos espaços vazios do coração, e quando vemos hipnotizados estamos. Sedução se disfarça no simples e nos amarra em complexo. Um sorriso discreto. Uma teia de tentações. A caminhada da sedução em nosso interior é em linha reta e fatal, já sua saída é cheia de curvas com penhascos de dar medo. Então se não quer ser seduzido não dê espaço. Não Olhe. Não cheire. Não ame. Não sinta o gosto do prazer... Morra.

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