terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Súbito Desejo


Chegou de modo estranho. Atração? Não sei. Simplesmente o cheiro do desejo me dopou. Quem sabe sonhava meus sonhos. Quis ter. Devia ver o que vi. Meus olhos ficavam vidrados, cercados por um impulso. Queria mais, perdi o controle. Em pequenos detalhes, a embriaguez. Nada falava, ouvia-me. Locução desmedida. O que era? Sei lá. Hoje queixo-me. Agora apreendi. Ver o que se faz, e não o que se diz. Palavras podem agir como o álcool. O cheiro atinge com aroma de hipnose. Desequilíbrio reto e fatal. Perigo? Vi, mas não o medo. Hoje? Na leitura tenho a presença. Na música sinto o carinho. Espero agora o lago de minha vida absorver esta onda. Esquecer. Coração quer mais. A razão... No fim a saudade habita meus dias em visitas de um beija-flor. Beijos invisíveis que não consigo pegar.

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