Pudera, foi de veneta. Felicidade. Rápida como a velocidade da luz, do mesmo modo que chega vai embora. Parece eterna enquanto dura, mas persiste. A comichão interna não tem comparação. Sabe aquela satisfação de estar certo perante um chefe onipotente. Ver o cara se transformar em pateta momentâneo, não tem preço, ou melhor, salário que pague. Veja, que até de doutor neste momento poder ser chamado... A felicidade começa na ponta dos dedos do pé, sobe pelas pernas, até então trêmulas, e vaza num sorriso irônico controlado por mãos cúmplices. Nestes momentos sentimos o jardim da felicidade em nosso rosto, o cheiro da liberdade de nosso interior. Degustar este instante é fulminante, é tudo num único flash, que fica registrado para levarmos para o paraíso quando morrermos. O coração, nestas horas, parece que quer pular do peito, sair correndo pelas ruas gritando de alegria... Você exorciza todos aqueles azares que parecem viver a teu lado. Coisas que sempre dão errado. Coisa que parece fazer de você o mais desajeitado, desastrado. Por fim, quando acertamos, quando a felicidade explode, somos únicos, somos resolvidos. Ficamos como crianças, felizes por simplesmente viver.

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