Houve um tempo que amar era fácil, muito, muito fácil... mas muitos amores quando terminam são como um tango regado a um malbec. Os homens culpam as mulheres por suas dores, e não percebem que não podem ser submissas. Nada mantém o equilíbrio sem o ritmo. Marcas ficam como um gosto amargo naquela boca banhada por taninos maduros. A agressividade aparente dele sempre guarda a doçura do amor que um dia existiu. Ela irá sentir falta da melodia naquela personalidade passional e dramática. Mais sombrios que brilhantes, o encanto se perde como a maciez, e o equilíbrio se pulveriza com o fim da sexualidade. O sentimento explode no calor que incendeia o corpo, não tendo limite até o último gole de vinho. Tudo fatalmente triste, binário e duro. Lamentos boêmios ecoam em preces masculinas que pedem a liberdade de um amor encorpado não compreendido. Os violinos e as violetas confortaram os cantos da alma para aplacar a dor que escorre pelo peito, e circula nas lembranças deste encantador romântico. Os rostos viveram com lembranças, sentindo um ao outro, mas sempre estarão distantes, virados para não serem reconhecidos.

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